Claudio Machado

Baixo
Claudio Machado, professor do IB&T

Claudio Machado começou tocando violão aos 16 ou 17 anos, sempre com uma queda pelas cordas graves: “Desde molequinho, não sabia o que era, mas já gostava dos sons graves”. Depois de 6 meses, passou para o baixo, a convite de um colega de escola para ingressar numa banda. O baixo era emprestado. Seu primeiro professor foi um vizinho – Claudio, aliás, tinha uma porção de vizinhos músicos, um deles, o saxofonista Derico, do programa do Jô Soares.

Sua primeira influência no baixo foi Ralph Armstrong, que toca baixo acústico com o violinista Jean-Luc Ponty, de quem o irmão de Claudio tinha um disco. Depois vieram Pixinga, Sizão Machado, Jeff Berlin. A família o apoiou e a banda da escolha começou a tocar no circuito de bares de São Paulo. Aos 21 anos, foi convidado a tocar na banda da cantora da Jovem Guarda Wanderléa, acompanhando as turnês e viajando pelo País. Foi quando se profissionalizou e passou a se interessar por música instrumental. Hoje, também grava trilhas e músicas para novelas.

Claudio estudou no CLAM, escola fundada pelo Zimbo Trio, e a partir de 1994 começou a dar aulas de baixo. Em agosto de 2001, passou a lecionar na EM&T. Boa parte do aprendizado, conta Claudio, foi fruto de tocar na noite, fosse na Gallery (badalada boate dos anos 80) ou em muquifos: “aprendi muito com banda de baile e acompanhando cantores. Você precisa se virar e tem que tocar de tudo”.

Escutar boa música e escutar o baixo como essência, aquilo que dá textura à imagem. É preciso entender que ser bom no baixo não é ser um bom solista e sim um bom contrabaixista. O trabalho de contrabaixo é um trabalho difícil, ele não é o solo que fica em primeiro plano. Não pense no baixo de forma guitarrística.

Claudio Machado
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