Emílio Mendonça

Teclado
Emilio Mendonça, coordenador do IT&T

O primeiro instrumento musical de Emílio Mendonça foi o piano que começou a estudar aos 7 anos por sugestão dos pais. Aos 10, largou as aulas pois não se interessava pelo piano clássico – e cismou que sua professora não ia muito com sua cara. Aos 13, na igreja que frequentava, começou a tocar guitarra, passou para o baixo, para a bateria, gaita e então voltou às teclas aos 17 anos.

No meio disso, entrou na faculdade de bioquímica, mas acabou por abandonar o curso depois de dois anos, para se dedicar somente à música – o que provocou alguma preocupação no meio familiar. Mas Emílio mergulhou de cabeça na música: foi estudar, tocou em bandas de baile e de Jazz, acompanhou e gravou com músicos diversos (como Chico Buarque e Jane Duboc), tocou fora do Brasil (Festival de Jazz na Itália), participou de álbuns de diversos artistas e atualmente grava trilhas sonoras para novelas e séries da Rede Globo.

Paralelo a isso, vieram as aulas – particulares e depois em escolas. Na EM&T, onde coordena o IT&T – Instituto de Teclado e Tecnologia, leciona desde 2000. Das primeiras influências no rock progressivo, Emílio passou pelo blues, pelo jazz e hoje cita como influências Keith Jarret, Lyle Mays, o britânico John Taylor e o que é conhecido como ECM jazz – referência à gravadora alemã de mesmo nome.

Uma das coisas mais importantes é saber valorizar a informação, ter foco e diminuir a velocidade. A informação está acessível, mas as pessoas ficam apenas na superfície, querem ver tudo de modo rápido e acabam não assimilando nada. É preciso ter concentração para estudar música.

Emílio Mendonça