Ricardinho Paraíso

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Ricardinho Paraíso, professor do IB&T

O pernambucano Ricardinho Paraíso pensava em ser jogador de futebol quando criança. Chegou a marcar um teste para entrar em um time, mas, um dia antes, quebrou o joelho, e isso acabou com seu sonho. Certo dia, um gringo lhe disse que ele seria músico, mas ele não acreditou. Seu pai levou a predição a sério e lhe deu um violão. Ricardinho tinha 15 anos de idade.

Seu primeiro professor o dispensou depois de um mês: “não tenho mais nada para ensinar para você”, disse, impressionado com a facilidade do jovem em aprender. Não à toa, aprendeu a tocar guitarra, bateria, sanfona, além, é claro, do baixo. E foi aos 16 anos, ao assistir uma banda local ao vivo, se encantou com o contrabaixo. Para pagar suas próprias aulas começou a dar aulas. Adorou a experiência: “é gratificante ver a pessoa crescer, aprender… é algo que vai além da música, é uma conexão”.

Teve várias bandas, fez faculdade de música (de baixo acústico erudito), deu aulas no Conservatório Pernambucano de Música. Aos 19 anos impressionou Celso Pixinga e Nilton Wood, que o convidaram a tocar no IB&T Festival numa série de apresentações que rodou o Brasil. Já gravou diversas trilhas sonoras de novelas da Rede Globo e acompanha músicos de vários estilos. SpokFrevo Orquestra, Dominguinhos, Chick Corea, Charlie Parker, Victor Wooten, Marcus Miller são suas principais influências musicais.

É importante aguçar o ouvido e sentir o instrumento. Outra coisa importante é não desistir. Tem que ter persistência, tem que criar calo. Até a música fluir, há uma fase de desconforto, por ser uma coisa nova. Requer dedicação.

Ricardinho Paraíso